segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

QUASE UMA PESSOA POR DIA É VÍTIMA DE BALAS PERDIDAS NO RIO DE JANEIRO.

Ato em Copacabana faz homenagem a crianças vítimas da violência no Rio

Pais de Larissa de Carvalho, vítima de bala perdida, compareceram.
'Só queria sair com a minha filha e ela levou uma bala perdida', disse.

Do G1 Rio
Familiares de Larissa fizeram ato em Copacabana (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)Familiares de Larissa e crianças vítimas da violências no Rio fizeram ato em Copacabana
(Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)
Um ato contra a violência que tem matado crianças no Rio foi realizado na praia de Copacabana, na Zona Sul, neste domingo (25). Uma cruz de três metros foi fincada na areia para protestar o falecimento de crianças desde 2007. O ato foi feito na semana em que duas crianças morreram baleadas na cidade - Larissa de Carvalho, em Bangu, na Zona Oeste, e Asafe Ibrahim, em Honório Gurgel, no Subúrbio.
O ato foi organizado pela ONG Rio de Paz, filiado do Departamento de Informação Pública da ONU, para despertar a sociedade e o poder público para o fato de que a violência do Rio está matando crianças.
Os participantes levaram faixas e cartazes para protestar. Uma delas pergunta "Quem disse que no Brasil não tem pena de morte?" e os cartazes listavam os nomes das crianças mortas.

A mãe de Larissa de Carvalho, de 4 anos, morta após ser atingida por uma bala perdida na cabeça, no último sábado (17), em Bangu, na Zona Oeste do Rio, esteve presente no ato.
"Não queria que ficasse impune. Queria que houvesse justiça. Eu só queria sair com a minha filha e ela levou uma bala perdida. A polícia só fica na Zona Sul. Por que não investe na nossa segurança e de nossos filhos?", disse Milene, mãe de Larissa.
Michelle de Carvalho, tia de Larissa, também participou do protesto e pediu que o caso de sua sobrinha não vire estatística.

"Eu quero que esse caso não caia no esquecimento. O governo não se manifestou e essa ONG tem nos dado apoio. Todo dia aparece notícia de um caso novo. Eu faço um apelo a todo o Rio de Janeiro que se comoveu com essas histórias que junte se a nós e não deixe isso impune para que se faça justiça e não vire estatística", disse Michelle.

Duas mortes menos de uma semana
A família andava com Larissa na esquina das ruas Boiobi e Rio da Prata, após sair de um restaurante, quando ouviu um disparo, no sábado (17). Logo em seguida, a criança foi atingida de cima para baixo pela bala perdida. A criança chegou a ser levada para o Hospital Pedro II, mas não resistiu. A família decidiu doar os órgãos da menina.

No dia seguinte, o menino Asafe William Ibrahim estava na piscina do clube Sesi, em Honório Gurgel, quando foi atingido por uma bala perdida. Ele foi levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mas morreu na quarta-feira (21). As famílias de Asafe e de Larissa decidiram doar os órgãos das crianças.
Fonte: G1.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A VIOLÊNCIA NA CIDADE MARAVILHOSA NÃO ESCOLHE IDADE NEM CLASSE SOCIAL.


24/01/2015 17h03 - Atualizado em 24/01/2015 18h00

Polícia investiga se tiro que matou comandante de UPP partiu de PM

Policial teria acertado Uanderson acidentalmente durante confronto.
PMs entraram em contradição durante depoimentos na delegacia.

Do G1 Rio
A Polícia Civil do Rio investiga se o tiro que matou o ex-comandante da UPP Nova Brasília Uanderson Manoel da Silva, durante um confronto com traficantes em setembro de 2014, partiu de um policial. A informação foi publicada na edição da revista Veja deste sábado (24). A troca de tiros aconteceu no Conjunto de Favelas do Alemão.
Fontes da cúpula de segurança confirmaram àGloboNews que essa é a principal hipótese para explicar a morte do comandante da UPP Nova Brasília. Uanderson foi atingido por um tiro de fuzil nas costas, que entrou debaixo da axila e saiu pelo peito. O capitão era o primeiro da fila de PMs que entraram no beco onde ele foi baleado. Também chamou a atenção dos investigadores o fato de alguns PMs terem entrado em contradição durante depoimento na Divisão de Homicídios (DH). De acordo com a revista Veja, "pela exaustiva análise já feita da cena do crime, não restam dúvidas sobre o incômodo desfecho".
Segundo a reportagem, o PM que disparou contra Uanderson não o fez intencionalmente. Ele teria entrado em desespero durante o confronto com traficantes e acertado o comandante acidentalmente. Ele ainda não foi identificado.
Comandante da UPP Nova Brasília morreu após tiroteio (Foto: Divulgação Polícia Militar)Comandante da UPP Nova Brasília morreu após
tiroteio (Foto: Divulgação Polícia Militar)
Foram três meses de investigação da Divisão de Homicídios. Laudos periciais e a cena do crime foram analisados mais de uma vez. A Polícia Civil disse que vai fazer uma reprodução simulada sobre o caso.
A reportagem da Veja cita ainda que o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, já informou o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, do caso.

Tiro no peito
O capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, morreu após ser alvejado com um tiro no peito na favela Nova Brasília, no Alemão. Segundo a polícia, o oficial participou de uma troca de tiros com suspeitos de pertencer ao tráfico de drogas da região.
Ele chegou a passar por uma cirurgia no tórax, mas não resistiu e morreu cerac de duas horas depois. Ele foi o primeiro comandante de uma Unidade de Polícia Pacificadora a ser morto em serviço desde o início do programa de pacificação de favelas, em dezembro de 2008. O conjunto de favelas do Alemão foi ocupado pelas forças de segurança em novembro de 2010.
Segundo a PM, o capitão Uanderson estava há 11 anos na Polícia Militar. Ele trabalhou no 14º BPM (Bangu), 15º BPM (Caxias) e 41º BPM (Irajá). O oficial comandava a UPP Nova Brasília desde junho. O PM era casado e tinha uma filha
Fonte: G1.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CRISE HÍDRICA EM MINAS GERAIS. """"A NATUREZA QUANDO AGREDIDA NÃO RECLAMA, SIMPLESMENTE E VINGA""""""

23/01/2015 16h55 - Atualizado em 23/01/2015 19h58

Quarenta e nove cidades de MG estão em racionamento, diz governo

Estes municípios não são atendidos pela Copasa, segundo o governo.
Nesta quinta, companhia admitiu que estado passa por crise hídrica.

Humberto Trajano, Raquel Freitas e Thaís PimentelDo G1 MG
Reservatório Serra Azul, em Juatuba, tem a situação mais crítica da Grande BH com 5,73% da capacidade (Foto: Reprodução/ TV Globo)Reservatório Serra Azul, em Juatuba, tem a situação mais crítica da Grande BH com 5,73% da capacidade (Foto: Reprodução/ TV Globo)
O governo de Minas Gerais informou nesta sexta-feira (23) que são 49 as cidades que adotaram regime de racionamento de água. Mais cedo, o governador Fernando Pimentel (PT) havia afirmado, em entrevista coletiva em Belo Horizonte, que 50 municípios estavam nesta situação. Juiz de Fora, na Zona da Mata, havia sido contabilizado. Porém, o município está em rodízio e não em racionamento.
Em Minas Gerais, são catorze as cidades que adotaram o rodízio como forma de economia e mais 36 estão em estado de alerta. Segundo o governador, estes municípios estão em um grupo de 224 localidades que não são atendidas pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
Elói Mendes e Ouro Fino, na Região Sul; Francisco Sá, na Região Norte; Itabira e Morro do Pilar, na Região Central, e Oliveira, na Região Centro-Oeste, são algumas das cidades que estão em racionamento. Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Ouro Preto, na Região Central, são exemplos de municípios que adotaram o rodízio de abastecimento de água.

Segundo listagem divulgada pelo governo, dos municípios atendidos pela Copasa, dois enfrentam falta de água – Campanário, no Vale do Rio Doce, e Urucânia, na Zona da Mata –, cerca de 60 estão na iminência da falta de água e cerca de 20 passam por problemas no abastecimento.
Nesta quinta-feira (22), a Copasa admitiu que o estado vive uma crise no abastecimento de água e pediu para que a população da Grande BH economize pelo menos 30% da água consumida. Já em outubro do ano passado, o então presidente da empresa, Ricardo Augusto Campos, afirmava que não havia risco de racionamento na capital.
Governador Fernando Pimentel condede entrevista coletiva sobre a situação de água em Minas Gerais (Foto: Reprodução/TV Globo)Governador Fernando Pimentel condede entrevista
coletiva sobre a situação de água em Minas Gerais
(Foto: Reprodução/TV Globo)
"Houve aí um adiamento das medidas que seriam necessárias do ano passado para cá, com toda certeza. Os gráficos são muito evidentes, são muito claros, já desde meados do ano passado. Eu diria que no final do primeiro trimestre do ano, a inclinação da curva do nível dos reservatórios do sistema Paraopeba, que é o principal que abastece a Região Metropolitana, indicava a necessidade de algum tipo de medida de contenção do consumo. Nada foi feito e hoje nós temos que enfrentar esta situação com mais empenho e com mais denodo do que seria necessário se nós tivéssemos, enfim, um enfretamento antecipado", disse Pimentel.
O coordenador da equipe de transição do atual governo, Marco Antônio Rezende, disse que não recebeu nenhum relatório sobre a situação da água em Minas Gerais.
Medidas
Ainda de acordo com o governador, há a possibilidade de criar um novo sistema de abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o que está em fase inicial de estudo. O sistema Paraopeba, que compreende três reservatórios (Rio Manso, Serra Azul e Vargem as Flores) que abastecem a Grande BH, está operando com 30% de sua capacidade. "Um sistema feito para durar 30 anos, estamos com 15 anos mais ou menos da existência dele, ele já está dando sinais de esgotamento. Nós temos que buscar construir um outro sistema, não alternativo, mas complementar a esse. E, daí, esse estudo que a gente vai recuperar", pontuou.

Por meio de uma parceria público-privada (PPP) já vigente, o governo estuda a viabilidade jurídica de alterar o ponto de captação do Rio Paraopeba, reforçando o Reservatório Rio Manso. De acordo com Pimentel, apesar de esta ser uma medida de curto prazo, a possível mudança produziria resultados somente no segundo semestre.

Além disso, uma força-tarefa foi criada para centralizar e coordenar os esforços do governo. Conforme Pimentel, uma série de programas e projetos que estavam “dispersos”, como os de construção de pequenas barragens, serão analisados por esse grupo.
O governo encaminhou na tarde desta sexta-feira ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) o pedido de reconhecimento da situação crítica do abastecimento de água no estado. Se o diagnóstico for aprovado pelo órgão, o governo poderá implementar multas, rodízio ou racionamento, caso necessário.
Uma reunião com representantes do Ministério da Integração Nacional está prevista para semana que vem com objetivo de analisar a liberação de verbas para projetos que possam auxiliar no combate à crise. Segundo com o governador, uma audiência com Dilma Rousseff também deve ser realizada nos próximos dias.

Para o enfrentamento da crise, o governo garantiu que não faltará ajuda do Executivo estadual aos municípios mineiros, atendidos ou não pela Copasa, podendo haver apoio financeiro.
Gestão anterior
O deputado João Leite (PSDB) – indicado pela oposição para falar sobre o governo anterior –  informou que durante a transição todos os dados foram disponibilizados para a o novo governo. Ele afirmou ainda que houve uma pauta exclusiva sobre a Copasa.
Sobre o índice de 40% de perda de água tratada, João Leite disse que esta é uma “luta permanente” e a “grande perda está no setor extrativo”.
Já em relação à declaração do ex-presidente da empresa, Ricardo Augusto Campos, em outubro do ano passado, de que não havia risco de racionamento na capital, João Leite afirmou que ela ocorreu pois a avaliação dos especialistas era que seria um período normal de chuva e que os reservatórios fossem recuperados.

EM SETE DIAS SEIS PESSOAS SÃO BALEADAS POR BALAS PERDIDAS NA CIDADE MARAVILHOSA.

23/01/2015 18h31 - Atualizado em 23/01/2015 19h24

Jovem é atingido por bala perdida durante mundial de skate no Rio

Ele assistia a competição no Parque Madureira, em Madureira, no Subúrbio.
É o sexto caso de bala perdida desde sábado (17) na cidade.

Do G1 Rio
Um jovem, identificado como Edson de Jesus dos Santos, 20 anos, foi atingido por uma bala perdida enquanto estava na plateia do Mundial de Skate Bowl no Parque de Madureira, Zona Norte do Rio, na tarde desta sexta-feira (23). A informação foi divulgada pelo Globoesporte.com.
De acordo com pessoas que estavam no local, o tiro teria atravessado a região do cotovelo e atingiu a perna do jovem. Ele foi socorrido por seguranças e levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas. Ainda segundo testemunhas, não foram ouvidos tiros no local porque o som do evento é muito alto.
A direção do Hospital Estadual Carlos Chagas informou que Edilton de Jesus dos Santos deu entrada na unidade, lúcido e orientado, com estado de saúde estável, passou por exames e foi transferido para o Hospital Estadual Albert Schweitzer.
Em sete dias, Rio tem 6 balas perdidas
Pelo menos outros cinco casos de bala perdida aconteceram desde sábado (17) no Rio.
Na noite desta quinta, uma menina foi atingida na Cidade Nova. Na manhã do mesmo dia, William Robaiana da Silva, de 35 anos, foi baelado na Avenida Cesário de Melo, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Os dois seguem internados em tratamento.

No sábado (17), outras balas perdidas atingiram duas pessoas em Bangu, na Zona Oeste. A menina Larissa de Carvalho, de 4 anos, que morreu na hora, e Carlos Eduardo Rodrigues, que permanecia internado nesta sexta-feira no Hospital Alberto Torres. No domingo (18), Asafe Willian Costa, de 9 anos, foi atingido dentro de um clube em Honório Gurgel, Subúrbio do Rio. Ele foi enterrado nesta sexta.
tópicos:

SÃO PAULO TERRA DA GARÔA E DA AVENIDA IPIRANGA SOFRE COM A SECA.

23/01/2015 08h30 - Atualizado em 23/01/2015 08h47

Um dia após queda de energia afetar estações, bairros seguem sem água

Conserto foi concluído quase 23 horas após árvore afetar cabeamento.
Normalização ainda vai demorar até 48 horas, segundo a Sabesp.

Do G1 São Paulo
Moradores da região metropolitana de São Paulo ainda sofrem com a falta de água na manhã desta sexta-feira (23), mais de um dia depois de o fornecimento ser interrompido em duas estações elevatórias.
A interrupção elétrica começou às 4h da quinta-feira, quando a Estação Elevatória João XXIII parou de funcionar após uma árvore atingir a fiação e obstruir o fornecimento de energia. A árvore só foi totalmente retirada às 23h, e a AES Eletropaulo concluiu o conserto às 2h50, segundo informações do Bom Dia São Paulo.
De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a energia ainda apresentava oscilações, e a normalização ainda poderá demorar de 24 a 48 horas.
Considerando também a Estação Elevatória Jardim São Luiz, que também teve problema por corte de energia, 1,2 milhão de pessoas foram afetadas. Ficaram sem água as zonas oeste e sul da capital, parte de Cotia e todos os bairros de Taboão da Serra, Embu e Itapecerica da Serra.
Conserto
A AES Eletropaulo informou que uma equipe dos bombeiros chegou às 12h ao local onde estava a fiação que abastece a Estação João XXIII e que foi afetada pela queda de uma árvore. Foi constatado que o equipamento disponível não era suficiente para remover a árvore, que tinha entre 20 e 25 metros de altura.
Por volta das 17h30, outra equipe dos bombeiros foi à estação e o trabalho de remoção começou. A energia só foi totalmente restabelecida durante a madrugada.
Na Estação Jardim São Luiz, o fornecimento elétrico tinha sido interrompido por volta das 4h por galhos na rede e foi restabelecido às 9h12, afirmou a Eletropaulo. A previsão era que o fornecimento de água nesses bairros fosse normalizado de forma gradual até a madrugada desta sexta, segundo a Sabesp. A companhia pede que os moradores evitem o desperdício e usem de forma consciente o volume de suas caixas-d’água.
Embu-Guaçu
A Sabesp informou, por volta das 20h50, que o município de Embu-Guaçu também ficou sem água por causa da falta de energia na estação de tratamento da cidade, entre 12h30 e 18h. Cerca de 39 mil pessoas foram afetadas. No início da noite, o abastecimento começou a ser retomado e seria normalizado durante a madrugada desta sexta.